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Dayton Roger

Aquarelas / Watercolors
Capela Sto Onofre de Araçatuba
Capela Sto Onofre de Araçatuba, aparentemente escondida e esquecida, nada como uma exposição de artes plásticas para homenageá-la.

Conta-se que Onofre nasceu no século IV, era filho de um rei. Este santo é conhecido como padroeiro da fortuna e intercessor para o combate ao vício do alcoolismo. Onofre sofreu com o alcoolismo e, após ser curado, optou por viver sua vida no deserto de Tebaida, no Alto Egito, como forma de penitência. Passou sua vida buscando a Deus por meio de orações.
 
A primeira capela, feita de tábua, construída em 1914 em Araçatuba.  Em 1915 um incêndio destruiu a igreja e ela foi reconstruída, agora em tijolos, entre 1919 e 1921. Em 1997 foi tombada como patrimônio histórico de Araçatuba.

Os trabalhos ficararão duas semanas no Museu Araçatubense de Artes Plásticas em horário comercial. A exposição abre 12 junho de 2024; a igreja celebra desse dia quando Santo Onofre morreu. 
Sto O8_edited.jpg
Altar da Capela Sto Onofre
Arches (56x38 cm) 100% cotton 300g/m²
Emoldurada (70x51 cm)
Dayton Roger nasceu   em outubro de 1964 em Araçatuba, interior de São Paulo. Formado em matemática pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viveu e frequentou o ambiente cultural e científico que permeia aquele campus. Frequentou, sobretudo, os cursos de história da arte e cinema do prof. José Sidney Leandro.  Antes já usava a aquarela como técnica; mas foi sobre a orientação e incentivo desse professor que decidiu, de forma natural, pela aquarela como principal meio de expressão artística.   Em julho de 1993, como apresentação para uma de suas exposicões de aquarelas, o professor escreveu sobre o aquarelista:

 

Seus melhores trabalhos são sem dúvida a paisagem. Dayton se dá melhor com grandes espaços. E, além disso com o efêmero. Suas obras que mais me impressionam são aquelas que capta o não estático, o mutável: o vento nas folhas, a luz do sol, as nuvens, a água, até os trilhos que aguardam o trem.  Mesmo que ele desenhe aquilo que aparentemente é perene, uma casa por exemplo, a marca do transitório se faz presente, seja na parede mofada ou em algum outro detalhe. O efêmero na natureza é sua poética e a técnica, ou melhor, a gramática dessa técnica, é seu tema. A técnica pela própria técnica, não como suporte, mas como um fim em si mesma.

 

                                                                                                                                                                JOSÉ S. LEANDRO                                              

                                                                                                                          São Carlos, julho de 1993

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